Novos dados do Eurostat confirmam a Irlanda como o segundo país mais caro da Europa. Apenas a Dinamarca mantém preços superiores.
Os números revelam uma diferença de 38% nos preços irlandeses acima da média europeia. Este cenário agrava a situação da última década: em 2015, os custos registravam 28% acima da média.
Principais áreas com custos elevados:
Álcool e tabaco: Lideram os preços mais altos da Europa.
Alimentos e bebidas não alcoólicas: Ocupam o terceiro lugar na UE (15% acima da média).
Restaurantes e hotéis: Mantêm a segunda posição (29% acima).
Energia (eletricidade, gás, combustível): Garantem o terceiro lugar (17% acima).
Comunicações: Ultrapassam a média em quase 40%.
Pontos positivos:
Os preços de roupas posicionam os valores 1% abaixo da média europeia.
O setor supera Lituânia, Letônia e Polônia em custo-benefício.
Especialista explica causas:
Daragh Cassidy (bonkers.ie) atribuiu os preços altos a quatro fatores:
Salários elevados na economia.
Baixa concorrência em setores estratégicos.
Impostos pesados sobre álcool, tabaco e combustíveis.
Subsídios governamentais reduzidos para transporte e creches.
Cassidy alertou que empresas absorvem custos exorbitantes de seguros e energia, repassando esse ônus aos consumidores. Ele exigiu ações governamentais:
Reduzir a taxa de IVA de 23% (uma das maiores do mundo).
Reformar a cultura de indenizações que eleva os custos segurados.
Países caros como Suíça e Dinamarca garantem serviços públicos robustos (saúde, creches, transporte). Na Irlanda, os salários altos não compensam essa lacuna de benefícios.
