As autoridades da Irlanda deportaram 43 cidadãos da Geórgia neste domingo, 20 de setembro, em uma operação conduzida pela Garda National Immigration Bureau, divisão da polícia irlandesa responsável pelas questões relacionadas à imigração no país.
O grupo que retornou à Geórgia era composto por 33 homens, sete mulheres e três menores de idade. Entre os passageiros, havia uma família acompanhada de três crianças.
A aeronave utilizada na operação partiu do Aeroporto de Dublin às 13h50 e pousou em Tbilisi, capital georgiana, às 18h40, horário irlandês. O ministro da Justiça, Assuntos Internos e Migração, Jim O’Callaghan, autorizou a remoção.
Pessoas removidas tinham diferentes bases legais
De acordo com a Garda, o ministro determinou a retirada de 42 passageiros do território irlandês por meio de ordens de deportação assinadas com base na Lei de Imigração de 1999. A legislação permite que o ministro determine a saída de um cidadão estrangeiro do país e estabeleça sua permanência fora da Irlanda.
O outro passageiro adulto deixou o país com fundamento em uma decisão de retorno prevista pela nova Lei de Proteção Internacional de 2026.
A Garda informou também que quatro dos homens enviados à Geórgia receberam condenações por crimes praticados na Irlanda. A polícia afirmou que a operação integra as ações de fiscalização e remoção de imigrantes realizadas pelas autoridades em diferentes regiões do país.
Durante a viagem, agentes da Garda, profissionais médicos, um intérprete e um observador independente especializado em direitos humanos acompanharam os deportados.
Operação é a sexta com voo fretado neste ano
A viagem realizada neste domingo representa a sexta operação de deportação por aeronave fretada promovida pela Irlanda em 2026. O Departamento de Justiça informou que as autoridades planejam outras ações semelhantes até o fim do ano.
O voo de ida e volta custou 225.575 euros, sem a inclusão de impostos. A empresa Air Partner Ltd. disponibilizou a aeronave utilizada na operação.
Com a operação mais recente, o número de pessoas removidas da Irlanda em voos fretados durante 2026 chegou a 221.
No ano passado, as autoridades realizaram seis operações desse tipo e retiraram 182 pessoas submetidas a ordens de deportação.
Governo afirma que maioria dos georgianos está legalmente no país
Após a operação, o ministro Jim O’Callaghan afirmou que a remoção de pessoas que não possuem autorização para permanecer na Irlanda faz parte do funcionamento do sistema migratório.
Segundo o ministro, as medidas têm como finalidade assegurar o cumprimento das regras estabelecidas para a permanência legal de estrangeiros no país.
O’Callaghan também ressaltou que a maior parte dos cidadãos georgianos residentes na Irlanda possui status legal e, conforme sua declaração, desempenha uma contribuição positiva para a sociedade irlandesa.
O governo mantém, paralelamente, um mecanismo de retorno voluntário destinado a pessoas que estão sem status migratório regular ou que tiveram o processo de proteção internacional retirado ou rejeitado. De acordo com o ministro, as autoridades priorizam essa possibilidade antes de adotar uma ordem de deportação.
Colm Brophy, ministro de Estado responsável pela Migração, declarou que operações de remoção desse tipo envolvem procedimentos complexos para todas as pessoas envolvidas, mas fazem parte da política de imigração e do sistema de asilo adotados pela Irlanda.
Autoridades preveem novas operações até o fim do ano
O Departamento de Justiça confirmou que as autoridades deverão realizar novos voos fretados para remover pessoas nos próximos meses.
A operação envolvendo os 43 cidadãos georgianos ocorre enquanto as autoridades irlandesas ampliam as ações relacionadas ao cumprimento das ordens de deportação. Dados oficiais indicam que, até 18 de setembro de 2026, as autoridades haviam assinado 3.381 ordens de deportação na Irlanda.
