A polícia irlandesa(Garda), aumentou a presença policial em centros comunitários e eventos ligados à comunidade judaica no país. A decisão veio após o ataque terrorista registrado na manhã desta sexta-feira (12) em Sydney, no sudeste da Austrália, que teve como alvo membros da comunidade judaica.
Segundo a Garda, os inspetores de ligação(policiais designados para manter contato direto com comunidades específicas, como a comunidade judaica, minorias étnicas, grupos religiosos ou associações locais) mantêm contato direto com líderes comunitários e oferecem apoio constante em locais considerados sensíveis. Dessa forma, a iniciativa busca reforçar a segurança e tranquilizar a população, especialmente durante eventos e atividades em centros frequentados por judeus.
Governo irlandês reafirma compromisso com a proteção da comunidade
O ministro da Justiça da Irlanda, Jim O’Callaghan, conversou com o comissário da Garda sobre medidas voltadas à segurança da comunidade judaica. Ele destacou que as autoridades já vinham dialogando sobre proteção há meses e que as forças policiais continuam comprometidas com a proteção de grupos vulneráveis.
Além disso, O’Callaghan participará de um evento de Hanukkah(celebração judaica que dura oito dias, geralmente entre final de novembro e dezembro, comemorando a vitória dos judeus sobre a opressão e a rededicação do templo de Jerusalém) para demonstrar solidariedade e apoio institucional. A iniciativa também representa uma resposta clara ao ataque em Sydney, classificado como um ato terrorista grave e inaceitável.
Ataque em Sydney deixa ao menos 12 mortos
A polícia de Nova Gales do Sul confirmou que pelo menos 12 pessoas morreram na praia de Bondi, em Sydney. Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores da Irlanda não identificou cidadãos irlandeses entre as vítimas.
Enquanto isso, a ministra das Relações Exteriores, Helen McEntee, informou que o consulado irlandês em Sydney acompanha de perto a situação, mantendo contato constante com cidadãos irlandeses e representantes da comunidade local.
Autoridades irlandesas expressam solidariedade
A presidente da Irlanda, Catherine Connolly, expressou condolências em nome do país, classificando o ataque como um episódio terrível e antissemita. Ela ressaltou, ainda, a importância de condenar qualquer forma de violência motivada por ódio.
O primeiro-ministro Micheál Martin afirmou estar chocado com o ocorrido e disse que os pensamentos do governo estão com as famílias das vítimas, feridos, socorristas e com o povo australiano neste momento de dor.
Da mesma forma, o vice-primeiro-ministro Simon Harris declarou horror diante do ataque, enfatizando que o ódio e a violência jamais devem ser tolerados.
