quarta-feira, julho 22, 2026

Irlandês condenado por homicídio foge da prisão em Barcelona

Irlandês condenado por homicídio foge da prisão em Barcelona

Um cidadão irlandês condenado pelo assassinato e esquartejamento do proprietário do imóvel onde morava está sendo procurado pelas autoridades espanholas após escapar durante uma saída autorizada da prisão em Barcelona.

William Morrow Anderson, de 54 anos, cumpria pena superior a dez anos por homicídio, além de uma condenação adicional por profanação de cadáver. Segundo a imprensa da Espanha, ele desapareceu enquanto participava de uma atividade externa vinculada ao programa de reintegração do sistema prisional.

Condenado desapareceu durante atividade de reintegração

De acordo com veículos espanhóis, Anderson participava de um passeio acompanhado por um terapeuta e pela companheira do profissional. O grupo circulava pelo bairro El Born, um dos mais movimentados da capital catalã, e chegou a fazer uma parada para um café.

A fuga aconteceu pouco depois, quando todos entraram em um veículo. Aproveitando uma parada em um semáforo, o detento deixou o carro e conseguiu escapar antes que pudesse ser contido.

O portal espanhol El Caso informou que Anderson foi visto pela última vez na Calle de la Marina, uma importante avenida de Barcelona.

Até o momento, a administração penitenciária da Catalunha não se pronunciou oficialmente. A polícia regional, os Mossos d’Esquadra, também não revelou detalhes sobre as buscas em andamento.

Assassinato ocorreu em 2022

O caso ganhou repercussão no fim de 2022, quando partes de um corpo humano foram encontradas em diferentes pontos de Barcelona. A vítima foi identificada como Alireza Rahideh, cidadão alemão e proprietário do apartamento onde Anderson havia alugado um quarto poucos dias antes do crime.

No julgamento, realizado em maio de 2025, o irlandês admitiu ter cometido o homicídio. Inicialmente, o Ministério Público pediu uma pena de 12 anos de prisão, porém a Justiça fixou a condenação em dez anos pelo assassinato, acrescidos de três meses pela profanação do cadáver.

Durante o processo, um transtorno mental apresentado pela defesa foi considerado como fator atenuante na definição da pena.

Investigação revelou ocultação do corpo

Segundo a acusação, o crime ocorreu apenas dois dias após Anderson se mudar para o imóvel localizado na Calle Casanova, no centro de Barcelona.

Os investigadores afirmam que, após matar a vítima, o condenado desmembrou o corpo e espalhou os restos mortais em contêineres de lixo pela cidade, numa tentativa de dificultar a identificação e esconder o crime.

As investigações começaram quando um catador de recicláveis encontrou uma mala com forte odor dentro de um contêiner. Ao verificar o conteúdo, ele descobriu o torso da vítima e acionou imediatamente a polícia.

A confirmação da identidade foi feita por meio de exames de DNA. Um cidadão ucraniano chegou a ser detido durante a investigação, mas acabou libertado e nunca foi formalmente acusado.

Imagens de segurança foram decisivas

As autoridades conseguiram avançar na investigação graças às imagens registradas por câmeras de segurança instaladas em imóveis próximos ao local do crime.

Segundo a polícia, o contêiner onde o torso foi localizado ficava a aproximadamente 15 metros do prédio onde o homicídio aconteceu. A proximidade entre os dois locais foi apontada pela imprensa espanhola como um dos fatores que facilitaram a identificação do autor.

Após ser preso, Anderson afirmou que discutiu com a vítima e alegou que não tinha intenção de matá-la. Os detalhes dessa versão, porém, não foram amplamente debatidos no julgamento devido ao acordo firmado entre a defesa e o Ministério Público.

Fim da pena estava previsto para 2033

William Morrow Anderson cumpria pena na penitenciária de Quatre Camins, na província de Barcelona. A previsão era que permanecesse preso até outubro de 2033.

Apesar disso, ele já participava de saídas supervisionadas como parte de um programa de reinserção social. Foi durante uma dessas atividades que conseguiu fugir.

As forças de segurança da Catalunha seguem mobilizadas na tentativa de localizar o condenado.

 

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