segunda-feira, abril 20, 2026

Alta dos combustíveis pode levar a novos protestos na Irlanda

Alta dos combustíveis pode levar a novos protestos na Irlanda

Um grupo online que afirma representar motoristas profissionais, agricultores e transportadores voltou a pressionar o governo irlandês sobre o alto custo dos combustíveis. A organização alertou que novos protestos pacíficos podem ocorrer já no próximo mês, caso não haja avanços concretos nas negociações.

Conhecido como “Povo da Irlanda Contra os Preços dos Combustíveis”, o grupo teve papel central nos protestos realizados durante o período da Páscoa, que resultaram em bloqueios em diversas regiões do país. Agora, representantes estão organizando reuniões em diferentes cidades ao longo das próximas duas semanas para definir os próximos passos.

Impactos recentes e reação do governo

As manifestações anteriores afetaram significativamente o funcionamento do país, incluindo bloqueios na refinaria de Whitegate, em Cork, além de portos estratégicos como Foynes, Galway e Rosslare. Em Dublin, a O’Connell Street também foi palco de interrupções, o que levou à escassez e ao racionamento de gasolina e diesel em diversos postos.

O primeiro-ministro Micheál Martin classificou os atos como sabotagem nacional. A crise também provocou repercussões políticas, incluindo uma moção de censura apresentada pela líder do Sinn Féin, Mary Lou McDonald. Embora o governo tenha sobrevivido à votação, perdeu apoio de deputados independentes.

Medidas anunciadas e insatisfação popular

Para tentar conter a pressão, o governo anunciou um novo pacote de apoio avaliado em cerca de 505 milhões de euros, com redução de impostos sobre combustíveis e adiamento do aumento da taxa de carbono. Essas ações se somam a medidas anteriores que totalizam 250 milhões de euros.

Ainda assim, o grupo afirma que as iniciativas são insuficientes. Em comunicado, destacou que não aceitará novos aumentos que ultrapassem a capacidade de pagamento da população.

Possível nova mobilização em maio

Segundo a organização, as próximas duas semanas serão decisivas. Caso não haja progresso significativo, estão previstos protestos pacíficos e organizados nas principais cidades do país a partir de 2 de maio.

O objetivo, segundo o grupo, é evidenciar o impacto do aumento dos combustíveis no dia a dia da população. Itens como óleo para aquecimento, gasolina e diesel são considerados essenciais, tanto para a vida doméstica quanto para atividades profissionais.

A entidade reforça que a mobilização busca enviar uma mensagem clara ao governo sobre a necessidade urgente de medidas mais eficazes para aliviar o custo de vida.

 

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