domingo, abril 12, 2026

Irlanda: Adolescente é agredido ao voltar da escola

Irlanda: Adolescente é agredido ao voltar da escola

A polícia irlandesa(Garda) investiga o ataque sofrido por um estudante de 13 anos da comunidade bengali em Tuam, cidade do condado de Galway. O adolescente foi agredido no último mês de outubro enquanto retornava da escola para casa.

O episódio aconteceu no dia 16 de outubro na Shop Street(principal via da cidade de Galway). Testemunhas gravaram a agressão e as imagens circularam amplamente na internet. O vídeo mostra dois adolescentes mais velhos perseguindo e golpeando repetidamente o rosto da vítima.

Família relata insegurança e trauma

De acordo com a família, o jovem sofreu hematomas e lesões na mandíbula que exigiram tratamento hospitalar. Em declarações a um jornal local, o pai condenou o ataque violento contra seu filho e revelou que a família não se sente mais segura na cidade.

“Queremos recuperar nossa sensação de segurança”, afirmou o pai. “A Irlanda sempre nos acolheu bem, mas preciso que meu filho e todas as crianças possam ir e voltar da escola com segurança.”

Segundo ele, o adolescente já retomou às aulas e recebe acompanhamento psicológico oferecido pela escola.

Comunidade se mobiliza contra a violência

Como resposta ao ocorrido, a comunidade de Tuam organizou uma reunião na semana passada para discutir o impacto do ataque. O evento contou com a presença de deputados, vereadores, policiais e aproximadamente 80 membros da comunidade bengali, incluindo a família da vítima.

O deputado Pete Roche, que organizou o encontro, descreveu a família como “pessoas absolutamente brilhantes”. Ele mesmo assistiu ao vídeo e classificou as imagens como “simplesmente horríveis e chocantes”.

Investigação avança com medidas educativas

Em novo comunicado, a polícia confirmou que mantém as investigações em andamento. Dois adolescentes já foram encaminhados para o Programa de Desvio Juvenil(medidas socioeducativas, similares as aplicadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente no Brasil), uma alternativa legal que busca evitar a entrada de jovens no sistema criminal tradicional.

Conforme a Lei da Criança de 2001, os participantes deste programa recebem um Oficial de Ligação Juvenil e um plano de ação personalizado. No entanto, vale destacar que o encaminhamento não impede que acusações criminais sejam formalizadas posteriormente, especialmente se a investigação identificar crimes mais graves.

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